quarta-feira, 3 de abril de 2019
segunda-feira, 1 de abril de 2019
Concurso Nacional de Leitura
O Regulamento do CNL- Fase Intermunicipal, que irá decorrer no dia 30 de abril, em Sobral de Monte Agraço, já se encontra publicado.
Para aceder clique aqui.
Colóquio “Moléculas em cena nos palcos membranares da vida de uma célula” (FCTUC- Amália Jurado)
A sessão ocorrida no Auditório Américo Gonçalves, na Escola Secundária de Peniche, no dia 29 de março, dinamizada pela Dra. Amália Jurado, da FCTUC, insere-se no conteúdo do capítulo 2 “A célula” da disciplina de Biologia e Geologia do 10.º Ano e na Unidade 1 “Obtenção de matéria” mais concretamente na constituição/estrutura da membrana celular com relevância para a função dos fosfolípidos (constituintes químicos das membranas biológicas).
Este colóquio revelou-se muito pertinente quer pelo conteúdo, quer pela oportunidade de assistir à apresentação por uma especialista do ensino superior e pela atualidade temporal, uma vez que o conteúdo programático apresentado tinha sido lecionado e era do conhecimento dos alunos.
Sessão sobre direitos de autor (DECOjovem) Consumer. TALKS: Brain ID: Dá valor às Boas Ideias
A coordenadora da DECO da Delegação do Ribatejo e Oeste, Dr.ª Suzana Pestana, esteve presente no auditório da nossa escola, no dia 27 de março, para mais um consumer.TALKS, subordinado ao tema "Dá valor às boas ideias", em que aflorou as questões sobre a propriedade intelectual, a pirataria e a contrafação. Salientou a ideia de que os consumidores, nas suas escolhas, devem respeitar a propriedade intelectual e combater a pirataria. Os produtos resultantes destes atos não respeitam os direitos do consumidor.
Salientou que é importante proteger a propriedade intelectual, porque os criadores devem ver reconhecida a sua criatividade, garantir a remuneração e contribuir para o progresso. Fez ainda a distinção entre propriedade intelectual (mundo empresarial) e direitos de autor, focando as repercussões sociais, legais e económicas quando desrespeitamos os direitos de autor.
A sessão foi bastante dinâmica, informativa e pragmática, revelando-se especialmente útil para o público assistente, já que todos os alunos presentes têm a disciplina de Economia.
sexta-feira, 29 de março de 2019
"Uma aventura no bestiário "
Esta atividade, integrada na Semana da leitura, resultou de um trabalho de articulação dos alunos do 12.º AV com os alunos do 3.º ano, da professora Ana Teresa Santos, da Escola Básica do Alemão.Deixamos aqui o registo do trabalho dos meninos e as palavras de agradecimento da professora de Artes da nossa escola. "Queria dar os parabéns aos meninos do 3º ano que nos visitaram e que, tão gentilmente, se deixaram entusiasmar pelo nosso trabalho, fazendo um registo tão engraçado e criativo!
Para todos eles um grande beijinho! E bons desenhos!
Abraço e muito obrigada,
Teresa Mendes
segunda-feira, 25 de março de 2019
Raul Brandão no Revelim
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| (foto gentilmente cedida pelo Sr. Carlos Tiago) |
O
grupo deslocou-se a pé até aos Remédios, efetuando um percurso quase retilíneo,
passando por alguns bairros típicos da cidade. Acomodados nos bancos do
Revelim, os alunos prestaram atenção ao enquadramento do evento. O coordenador
do Programa Eco-Escolas justificou a inclusão da sessão no Plano Anual de
Atividades e recordou os dias comemorativos associados à vertente ambiental, a
saber: 20 de março – início da primavera, 21 de março – Dia Internacional das
Florestas e 22 de março – Dia Mundial da Água. De seguida, a professora
responsável pelo Projeto de Educação para a Saúde, Alice Carvalho, realçou a
importância deste tipo de atividades na promoção de estilos de vida saudáveis.
O enquadramento literário foi desenvolvido pela professora de Português das
duas turmas envolvidas no projeto, Helena Duarte. A professora Maria José
Gonçalves, responsável pela Biblioteca, contextualizou “Raul Brandão no
Revelim” no âmbito da Semana da Leitura, da Escola Secundária de Peniche,
intitulada "#LeiturasEmRede". Com a Galé e o campo de lapiás do Cabo
Carvoeiro como cenário, os alunos foram convidados a ler excertos do capítulo
“As Berlengas”, que remete para a estadia de Raul Brandão em Peniche, no ano de
1919. Refira-se que o livro “Os Pescadores” foi publicado pela primeira vez em
1923. Foram escutados trechos envolvendo a Serra D’El-Rei, Baleal, Peniche e o
arquipélago das Berlengas. Durante a sessão, houve também oportunidade para um apontamento
musical da responsabilidade dos discentes. O lanche foi no revelim,
aproveitando-se as condições primaveris para mais uns momentos de convívio. A
organização agradece ao professor Fernando Tavares a disponibilidade para nos
acompanhar nesta aventura.
Salientar
ainda o facto de na Biblioteca da Escola Secundária de Peniche se ter apresentado
uma pequena exposição com livros de Raul Brandão. Assim, foram reunidas várias
obras do escritor, nomeadamente algumas edições de “Os Pescadores”. “As Ilhas
Desconhecidas” e “Húmus” também estiveram em lugar de destaque. A este
propósito acrescente-se que em tempos existiu em Peniche uma livraria como o
nome de Húmus. Se na freguesia de Ferrel já existem várias referências ao
escritor, filho e neto de pescadores, parece faltar algo na cidade de Peniche.
Talvez um mural, uma peça escultórica ou mesmo o nome associado a estrutura
significativa. O realce que deu ao arquipélago das Berlengas, seria merecedor
de tal homenagem. Não esqueçamos que as Berlengas integram a Freguesia de
Peniche.
Termino
com o excerto que de alguma forma inspirou “Raul Brandão no Revelim”: “Daqui ao
cabo é meia légua através de muros, vinhas e casebres. Quero olhar para as Berlengas
de mais perto. Desde que as vi fiquei cismático… A Senhora dos Remédios é
escavada na rocha subterrânea, junto a fragas enormes que mal se sustentam de
pé e que os vagalhões assaltam formidavelmente.”
24 de março de
2019
Francisco Félix
sexta-feira, 22 de março de 2019
Semana da Leitura "#LeiturasEmRede"
Segunda-feira (11/03), decorreu a atividade Toc’a Ler, às 11:00h, toque para leitura silenciosa, envolvendo toda a comunidade escolar. Ler implica silêncio, foco, um tempo lento. Ou seja, o contrário do que sucede com os nativos digitais. Por conseguinte, apelámos, ainda que simbolicamente, a que toda a comunidade escolar escolhesse um livro do seu agrado e dedicasse 10 minutos à leitura.



Terça-feira (12/03), às 10:20h - Leituras improváveis: a personagem da minha vida – atividade que se revelou deveras interessante, pois envolveu professores, assistentes operacionais e alunos. Os primeiros apresentaram algumas das personagens da sua vida, acabando por revelar também as suas leituras favoritas.
Às 11:20 - Diálogo Multicultural, em que
uma aluna tailandesa do 11.º CT2 apresentou a sua cultura, costumes,
hábitos e tradições, de forma muito dinâmica e pragmática, em língua inglesa.
Quarta-feira (13/03, às 10:20h - Aventuras de bestiários... (Escola do Alemão
e 12.º AV) que consistiu na apresentação
dos bestiários ou animalários dos alunos do 12.º AV aos meninos do 3.º ano da
Escola do Alemão, produzindo, estes, em
seguida, uma ilustração e uma história escrita. A interação entre estes dois
grupos etários resultou em pleno.
Às 14:30h - Worshop de animação de leitura (Ilda Lopes – ESTM e 3.º TAT). Esta
atividade teve como objetivos reforçar as atividades em articulação com a ESTM,
promover a animação do livro e da leitura como meio de desenvolvimento e
reforço de competências de literacia(s); promover a criatividade e desenvolver
a imaginação e partilhar o prazer de ler e o gosto pelas histórias como uma
forma não apenas de lazer, mas, sobretudo, de auto e hetero-conhecimento.
Quinta-feira (14/03), às 10:20h - Lê pra mim - leituras expressivas por alunos do 3.º TAT, do 12.º LH2
e pela prof.ª Fernanda Lopes em vários
espaços da escola.
Às 14:20h- Rostos da escrita: à conversa com João Pinto Coelho – Neste
colóquio, o escritor falou do flagelo que foi o Holocausto e resumiu brevemente
cada um dos seus livros. O auditório ficou suspenso a ouvir os horrores desta
tragédia que aconteceu historicamente “ontem”.
Sexta-feira (15/03), às 11:20 - Redes e (en)redos - cada aluno participante assumiu uma personagem
do seu agrado e leu um excerto adaptado da obra Viagem a Portugal, de
José Saramago. Simultaneamente lúdica e pedagógica, esta iniciativa divertiu e
“enredou” os participantes. O aluno vencedor (3.º TAT) interpretou um emigrante
francês de férias em Portugal.

No dia 21, às 14:20h, decorreu a atividade “Raul Brandão no Revelim”, que consistiu numa caminhada efetuada pelas turmas 11.º CT1 E CT2 até ao Revelim dos Remédios, onde os professores responsáveis pelo programa Eco-Escolas, EpS e a professora de Português enquadraram a atividade e apresentaram a vida e obra do autor, seguindo-se a leitura de excertos da obra “Os Pescadores”, intercalada com momentos musicais e de canto. No final houve um convívio salutar.
A equipa da biblioteca agradece a toda a comunidade escolar, especialmente aos alunos do 10 e 12.º AV, do 3.º TAT e do 3.º TM. A todos, votos de Boas Leituras!
À conversa com o realizador Luís Filipe Rocha
No dia 1 de fevereiro, às 10:20h recebemos o realizador Luís Filipe Rocha para conversar com alunos de 12.º ano sobre o filme "A Outra Margem", previamente visualizado por todas as turmas envolvidas na atividade, que resultou de um trabalho colaborativo da BE/CRE com os professores de Português, Psicologia e Sociologia.


A conversa iniciou-se com perguntas, por parte dos alunos, colocando estes a tónica sobre a personagem "Vasco", "jovem, portador da doença trissomia 21, absolutamente luminoso, com uma alegria contagiante, mas com um problema de dicção e verbalização das palavras, pelo que os diálogos tiveram de ser cerzidos e adaptados à especificidade do Vasco. Este foi criando uma atmosfera massiva tal, que toda a gente ficou seduzida pela sua luz interior, rendendo-se inteiramente à sua humanidade. Normalmente, a âncora do realizador é o trabalho de atores, a fotografia e a música. Neste caso, foi complicado, porque o ator se desconcentrava. Para o cineasta, abordar estes temas é uma forma de "iluminar e exibir a humana normalidade dos anormais, é confrontar os normais com a sua própria e íntima anormalidade, isto é, propor uma ponte de compreensão entre as duas margens".
O filme tem uma dedicatória a um amigo, Carlos Borges, já falecido. Tendo em conta que foi através da angústia que o realizador decidiu criar o filme, que nos remete para a questão "Como é que nós continuamos a viver quando desaparece a pessoa mais importante da nossa vida? Só há uma maneira: é reencontrando a alegria de viver." No filme, Vasco consegue levantar o moral do tio depressivo.
Em 5000 anos de história, a intolerância humana é a explicação para todo o mal, seja ela religiosa, nacional, rácica - ela é a origem de todas as guerras. Também no filme, e na vida em geral, a incapacidade para aceitar o outro é sempre muito difícil. Sempre que se exclui alguém, estamos a mandá-lo para "a outra margem", a marginalizá-lo. Mas, se nos questionarmos sobre nós próprios, sobre os nossos preconceitos, talvez consigamos ultrapassar as diferenças.
A arte, como nos mostra o filme, é a melhor companhia para uma viagem que todos temos de fazer. Embora não mude nada, pode ser, no entanto, uma mola para a mudança. No filme, é através da arte que o tio e o sobrinho encontram finalmente sentido para a vida.
A arte, como nos mostra o filme, é a melhor companhia para uma viagem que todos temos de fazer. Embora não mude nada, pode ser, no entanto, uma mola para a mudança. No filme, é através da arte que o tio e o sobrinho encontram finalmente sentido para a vida.
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