quarta-feira, 30 de abril de 2014

A utilização do Word na estruturação dos relatório; referenciação bibliográfica


Ideias com mérito - candidatura aprovada

A Escola concorreu este ano com o projeto "E-nós".















Em que é que consiste o projeto?

O projeto “E-nós” pretende desenvolver a Leitura e a Literacia junto da população idosa de Peniche, rentabilizando uma dinâmica sedimentada na escola a partir do clube de voluntariado “Missão Servir”. Este clube, nas suas atividades rotineiras, contacta com a população idosa do concelho, especialmente carenciada, apoiando-a semanalmente em coisas simples como a lida da casa, as idas às compras, até mesmo fazer a manicure para um dia de festa. Não raras são as vezes, porém, em que as visitas semanais servem somente para conversar ou para ler. Sendo a Escola Secundária de Peniche a única escola do concelho só com ensino secundário, existe a mais-valia de podermos ter jovens leitores hábeis, capazes de promover junto desta população específica o livro e a leitura, e de, ao mesmo tempo, poder fazer junto destes a recolha do património oral, não deixando perder tradições próprias da terra. Um outro grupo de trabalho da escola ligado à revista PAIDEIA está, noutra vertente, a reunir memórias dos pescadores da terra que contribuirão para esta recolha.

Os nossos alunos pertencem à geração dos nativos/residentes digitais e o séc. XXI tem a grande vantagem de oferecer equipamentos e ferramentas que poderão servir de elo de ligação com os idosos, cuja literacia informática é nula. Assim, a utilização de equipamentos como os tablets tem, por um lado, a grande vantagem de poder ajudar a fazer a recolha do património oral com facilidade (captando o som, a imagem, o movimento, e, posteriormente, a transcrição e edição de texto), e, por outro, de poder alojar um número enorme de e-books, obras que os alunos poderão levar para ler aos idosos, selecionadas de entre as definidas nas Metas do Português. Estes equipamentos e e-books poderão servir também para utilização em várias outras atividades da Biblioteca, bem como em sala de aula.

Que financiamento obtivemos?
3780€ para gerir na compra de equipamento (tablets), fundo documental (ebooks) e consumíveis.

Um apoio importante para o desenvolvimento tecnológico da escola.

3.º lugar a nível distrital - Concurso Nacional de Leitura

A Mariana Silva e a Mariana Santulhão, do 11.º CT2, foram as representantes da escola na fase distrital do Concurso Nacional de Leitura.
Entre 44 escolas e cerca de 160 concorrentes, a Mariana Santulhão ficou em 3.º lugar. O júri das provas escritas, constituído pelos bibliotecários das várias Bibliotecas Municipais do distrito, e o júri das provas orais, de que fazia parte João Tordo, José Carlos Faria e Isabel Castanheira, deram esta distinção à nossa aluna.
Parabéns às duas alunas pela participação.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Evento de poesia - síntese perfeita no blog "Sete Mares", de Jorge Castro

Para ver a reportagem completa clique aqui.

Agradecemos a todos os que colaboraram para tornar este evento possível.
Segue-se o dia da final do concurso "Dar voz à palavra" (21 de março - Dia Mundial da Poesia), em que os alunos representantes de todas as turmas irão pôr em prática aquilo que aprenderam nesta noite!

A equipa da biblioteca escolar.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Evento de poesia




Um evento de poesia com bons exemplos de quem diz poesia de uma forma soberba.
Um serão também com a participação de alunos na animação musical e na dança.

Este é um evento dedicado aos alunos que irão à final do concurso de leitura de poesia. A comunidade escolar será também bem-vinda.

"Faça lá um poema" concurso de escrita de poesia


































Estes são os poemas vencedores:


1.º LUGAR – Representante da escola para a fase nacional
ANORMALMENTE NORMAL

Por revolta, gritei na rua…
Senti-me fresco, aliviado
Cinco mil me encaravam
Por cinco mil fui criticado.
Chegou apenas um berro,
Um grito seco, alto e rouco
Meio segundo de barulho
E a multidão julgou-me louco.
E por que não um grito?
Por se dizer anormal é proibido?
Normal é ver mendigo no chão,
Ignorar e deixar caído?
A lógica social é demente,
Incompreensível e irracional
Ninguém pode dizer a ninguém
O que é ou não é normal.
Somos macacos de imitação
O nosso habitat é a sociedade
Se não fizermos o que o outro faz
Somos criticados sem piedade.
Cinco mil gritam na rua…
Receoso das críticas, fiquei calado
Pensando agora ser normal,
Por cinco mil sou mal olhado.


João Rodrigues Bruno, 11º CE1



2.º LUGAR
CURTA METRAGEM


O coração sente,
É o realizador.
A palavra disfarça,
É o ator.

O ator aparenta cor,
Quando há dor…
Aparenta dor,
Quando há cor…

E que faz o realizador?
Manda apenas representar a dor?
Manda apenas representar a cor?

Afinal, quais as reais?
As dores ou as cores?

Qual o que sente, verdadeiramente, a cor e a dor?
O realizador ou o ator?


                                                                   Maria João Serrador, 12.ºCT2



3.º  LUGAR


Já passaram dias,
Meses, estações e anos.
Os dias de alegria já não passam por aqui.

Passam apenas dias em vão,
E esta tão grande solidão.
O meu pobre coração está sombrio,
Nem as flores nascem neste amor vazio.

Era tão delicado este amor,
Que o envolvi em algodão.
Foi esta a minha reação de mera protecção.

Queria que estivesse seguro,
 Que ninguém lhe mexesse.
Contudo não aconteceu,
Alguém lhe atirou uma pedra.

Acertou em cheio,
Matou o amor e partiu o coração.
De que serviu o algodão e toda a protecção?
Se o amor está morto e o coração partido?

Aconselharam-me a cola como tratamento,
Mas de que servia se o amor estava morto?
Não seria feliz sem ele,
Nem com um coração colado.
Continuo a interrogar-me,
Porque o mataram se também viviam nele?
Mataram-no quando estava frágil,
Não se pôde defender, morreu cedo de mais.

Até hoje não enterrei o amor,
Não consegui, não tive coragem.
Gostava que ele ressuscitasse,
Que voltasse a morar em mim e em ti.
Não dizem que Deus também ressuscitou?

Cada vez o cansaço é maior,
Mas não é um cansaço físico ou mera fatiga.
É um cansaço psicológico,
De quem não aceita que o amor morreu.
Adriana Sousa, 10.º AV1

A fase distrital do Concurso Nacional de Leitura está aí