sexta-feira, 20 de maio de 2016

Semana da Europa


Pensar Europa…que Europa Queremos Afinal?
A União Europeia (UE) não tem estado à altura dos desafios que se colocam na atualidade, divergindo do projeto de integração europeia preconizado pelos pais fundadores.
Com a crise financeira dos EUA, a Europa impôs “draconianas” medidas de austeridade, afetando os países mais expostos à crise financeira, nomeadamente Portugal, com uma forte valorização do Euro, o que originou uma forte recessão económica e um alarmante aumento do desemprego. Em vez disso, a União Europeia deveria ter implementado uma política de integração de todas as economias da União, construindo uma verdadeira União Europeia.
Questionar a Europa deve ser um imperativo de todos os europeus, pois a União Europeia não tem sabido responder aos desafios que se colocam nos dias de hoje. Atualmente, a Europa perdeu solidariedade, competitividade externa e visão estratégica, pondo em causa o próprio projeto europeu.
Nos dias 9 a 12 de maio estiveram patentes as exposições: “Documentação sobre a União Europeia e Cartoons de António”; Comemoração do "Comércio Justo” e a “Viagem pela Europa”. Relativamente à documentação sobre a EU, esta foi disponibilizada gratuitamente e para consulta; e a exposição de cartoons que satirizam os principais acontecimentos em termos políticos e económicos ocorridos em Portugal e no resto do mundo; “A viagem pela Europa” consistiu na apresentação de objetos emblemáticos e material fotográfico da Hungria, República Checa e da Holanda. O Dia Mundial do Comércio Justo comemora-se no 2º sábado de maio, neste ano a 14. A Escola Secundária de Peniche associou-se à efeméride através de um conjunto de atividades desenvolvidas no âmbito do Curso Profissional de Técnico de Comércio (CPCOM). Estas constaram da organização de um colóquio subordinado ao tema “Direitos do Consumidor”, que contou com a presença da Dr.ª Joana Parracho, jurista da Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO), bem como da divulgação, junto da comunidade escolar, dos objetivos, significado e importância socioeconómica do Comércio Justo.
          Neste sentido, as alunas do CPCOM recolheram informação em áreas tão diversas como como o desperdício alimentar, a pesca e a agricultura sustentáveis; estes materiais ficaram expostos em painéis, junto ao Centro de Recursos. Foram ainda exibidos alguns produtos hortícolas que, tendo embora a mesma qualidade que os restantes, não puderam ser comercializados por não obedecerem a padrões de calibragem e normalização.
        Por último, as mesmas alunas procederam a uma distribuição gratuita de fruta de pequena dimensão, rejeitada pelos mesmos motivos, para consciencializarem a comunidade para o seu consumo, sob os lemas: “Fruta feia para gente bonita” e “É pequena? Coma duas !!!”.  Procurou-se, assim, alertar o público-alvo para o desperdício de fruta de qualidade, rejeitada apenas devido ao seu pequeno calibre e/ou formato não padronizado.
       As alunas do CPCOM estão de parabéns pelo empenho, dedicação e criatividade demonstradas no desenvolvimento da atividade.




No dia 10, às 15h, realizou-se a conferência “A Europa na Atualidade”, pelo orador Dr. Miguel Santos, Assessor da Secretária de Estado de Assuntos Europeus, que fez um balanço dos assuntos mais prementes com que a Europa/Mundo se debate na atualidade.           No dia 11, às 10h, realizou-se o colóquio “Direitos do Consumidor”, tendo como oradora a Dr.ª Joana Parracho que esclareceu o público-alvo relativamente aos direitos e deveres enquanto consumidores. Pelas 15h, realizou-se o “Tea Talk” promovido pelo grupo 330, tendo sido proporcionado um convívio entre professores. No dia 12, pelas 21h, ocorreu a conferência “ Construção Europeia: os novos desafios para as novas gerações”, tendo como conferencistas a Dr.ª Isabel Valente, da Universidade de Coimbra e os alunos Manuel Coutinho e Francisco Cabral do ICSP. Foi feito um enquadramento histórico-político de Portugal antes e pós 25 de Abril e debateram-se os desafios nos dias de hoje.
Volvidos 66 anos, depois de Robert Schuman, o arquiteto do projeto de integração europeia, ter proferido o seu famoso discurso, a 9 de maio de 1950, coloca-se a questão: que Europa  queremos construir/desconstruir?.

O património - "Dar um futuro ao passado"


domingo, 15 de maio de 2016

"Pilhão vai à escola"

Está a terminar a campanha deste ano letivo.  Desafiamos todos a trazerem as pilhas usadas e a colocá-las no Pilhão. Juntos estaremos a proteger o ambiente



sexta-feira, 6 de maio de 2016

Poeta da Semana






Escalão A

22.ª Semana
25 a 29 de abril


Crueldade do ser humano



Todo o ser é digno
De ser bem tratado,
Seja homem ou mulher.
Nenhum deve impedir a vida,
Por Deus amada e protegida
Simplesmente porque não a quer.

Homem com atração sexual,
Vai até à loucura extrema.
Ao abuso físico das raparigas
Como se estas fossem suas inimigas.
Esta é uma verdade dura mas real.

A dissolução do casamento,
 Nasce na vida ou no pensamento,
Destrói toda a confiança
Conduz ao ódio e à vingança.
Mas Deus uniu no coração
E levou o Homem a sentir paixão.

Matar é ódio e maldade
Sem sentir qualquer piedade,
É puramente horror e terrorismo.
Pensa Homem e afasta-te
Desse horrendo egoísmo e racismo.

Luís C.


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Comemoração do 25 de Abril

No dia 26 de abril, no auditório da escola, decorreu uma sessão comemorativa dos 42 anos do 25 de Abril. 
Inicialmente os alunos puderam assistir ao filme "Deus não quis" de António Ferreira que, tendo por base a canção popular "Laurindinha", mostra como a guerra colonial traçou um destino implacável para muitos jovens portugueses.

Em seguida, o professor Miguel Santos traçou as principais linhas temáticas do filme, articulando-as com a política de propaganda salazarista. De uma forma bastante dinâmica, a plateia foi levada a refletir sobre conceitos como  liberdade,  revolução, democracia ... Foi enfatizada a ideia de que a liberdade é "um tesouro".

O professor António Cação deu o seu testemunho pessoal das vivências de um jovem, na altura com 17 anos, que frequentava a faculdade e sentia que havia a necessidade de ser atuante, no sentido de contribuir para a construção de uma sociedade mais aberta e democrática. Focou também  as denúncias e o medo instalado entre todos. Por último, fez  referência a dados estatísticos que confirmam o atraso do país no período do Estado Novo.
Por fim, o professor João Neves sublinhou a importância da música de intervenção e o seu papel no desenvolvimento da revolução. Destacou ainda as miseráveis condições em que o país vivia e o facto de o seu nome constar nas listas da Pide:  a sua prisão esteve  marcada para o dia 28 de abril de 1974, o que naturalmente não veio a acontecer.

Alguns alunos puderam ainda colocar questões e refletir sobre estas questões.

A par desta sessão, estão patentes duas exposições: uma bibliográfica, no átrio da escola, subordinada ao tema "Os livros e a política de espírito no Estado Novo", organizada em quatro áreas temáticas a partir das diversas coleções existentes: Biografias, História e Pátria, Império e Educação ; outra da responsabilidade da URAP (União de Resistentes Antifascistas Portugueses) sobre os 40 anos do "25 de Abril, ontem e hoje evocação, memória e luta". Em simultâneo, foram expostos cartazes alusivos ao 25 de Abril.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

Poeta da Semana








Escalão A

20.ª Semana

11 a 15 de abril

Agonia Poética

Meus olhos chovem lágrimas de ódio,
Que me consomem por dentro,
Sem sinais de cloreto de sódio.

Meus ouvidos ouvem os meus sentimentos,
De todo este ser humilde e sonhador,
Um dia, talvez se tornem alegres pensamentos.

Meu coração sente todo o meu ser,
É poeta, que dedica o seu trabalho
Sonhando um dia dar sentido ao meu viver.

Meus braços tremem de terrível horror,
Se o medo é perigoso e dá respeito,
Demonstra que temos de ser caridosos no amor.

Meu cérebro controla o que me rodeia,
Durante a minha adorável vida,
Cheia da esperança da aldeia
Que dá sentido ao meu vigor.

Luís C.