quarta-feira, 6 de maio de 2015

Manoel de Oliveira: Do mudo ao digital, do Douro às passadeiras vermelhas 



Um mestre emergente!

Porque cada um dos seus filmes constituía uma inovação e abria espaços para o cinema.





Nascimento: 11 de dezembro de 1908, Porto
Falecimento: 2 de abril de 2015, Porto. 


Manoel Cândido Pinto de Oliveira foi um cineasta português e era, à data da sua morte, o mais velho realizador do mundo em atividade.Foi autor de trinta e duas longas-metragens.

É, consoante as opiniões, o símbolo do melhor ou do pior no cinema português, o criador de filmes que conquistaram os festivais e a crítica internacional mas que não conseguiram seduzir os espectadores do próprio país. Marca de resistência às modas e às tendências estéticas e políticas, o cinema mundial não tem nada igual a Manoel de Oliveira.

 É o realizador português mais conhecido internacionalmente na história do cinema, e certamente o cineasta que conseguiu ter uma carreira mais profícua e celebrada após os 75 anos, idade em que a maioria começa a retirar-se da profissão ou a perder a relevância.

O primeiro contacto com a Sétima Arte foi como ator, quando aos 19 anos fez figuração no filme "Fátima Milagrosa", de Rino Lupo.

 A paixão pelo cinema rivalizava com o gosto pelo atletismo (foi campeão de salto à vara) e pelo automobilismo, modalidade em que conquistou alguns prémios. "Douro, Faina Fluvial", uma curta-metragem documental sobre a vida nas margens do rio Douro, foi o primeiro filme que Manoel de Oliveira rodou, então com 23 anos, com uma câmara oferecida pelo pai.

 A estreia desse filme aconteceu a 19 de setembro de 1931, no mesmo dia em que morreu Aurélio da Paz dos Reis, considerado o pai do cinema português.

Em 1987, o realizador estreou-se como encenador de teatro em Itália, a partir de um conto da escritora Agustina Bessa-Luís, parceria que se manteve também no cinema, na adaptação de outros argumentos.

 “O que me falta fazer na vida é o resto dos meus filmes, que são bastantes”, disse Manuel de Oliveira numa entrevista da fase final da sua vida.

Da sua vasta obra destacamos a sua primeira longa-metragem , que é uma incursão no mundo infantil e um excelente documentário sobre a vida no Porto, na década de 40.
A ver ou rever!
Clica na imagem e vê o filme!


Aqui fica o link com muitas sugestões da sua filmografia:


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