Dizem que o primeiro amor da vida serias tu, cheio e intenso
feliz e alegre, especial e inigualável. Dizem.
Mas nunca foste, nunca houve.
És um vazio silencioso, uma tristeza deprimente, comum e enganosa,
és tudo menos gente. Pessoa nunca serás, e não o mereces ser,
talvez nem eu merecesse. Como é alguém capaz?
Frio e friorento, coração sem quente, corpo sem alma,
mas com toda essa tua calma. Pareces nem notar,
o que acabaste de criar. Nada aqui é normal, nem nunca será.
Esquecer não esqueço,
de todos aqueles momentos: Estranhos, vazios, silenciosos e sombrios.
Medo?
Já o tive.
De quê?
De ser como tu, Assim,
Frio, friorento.
Caixa Fechada
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