quarta-feira, 12 de junho de 2019


                          EcoTeaTwo

Escola Secundária de Peniche, 5 de junho de 2019. 

O convívio iniciou-se com o passeio pedestre “Pnixima Tour”, que envolveu essencialmente a passagem pelo Bairro dos Pescadores e pelas Ruas de Cima. Aquando do regresso à escola, o Prof. Miguel Santos efetuou o enquadramento do painel existente do átrio da Secundária de Peniche. Enquanto decorria o chá das cinco, o Prof. João Moreira explicou a composição do ramo associado ao Dia da Espiga. Entretanto o Prof. Miguel Santos fez referência à origem do consumo de chá. Registe-se que neste evento também se comemorou o Dia Mundial do Ambiente. No certame participaram professores, assistentes e antigos colegas. A organização, Programa Eco-Escolas e Projeto Educação para a Saúde, agradece a participação dos que puderam estar presentes e a todos os que contribuíram para a concretização desta iniciativa. As iguarias que trouxeram estavam excelentes. Para o próximo ano letivo está prevista a realização do EcoTeaFree, procurando-se dar continuidade ao trabalho encetado neste contexto.

terça-feira, 4 de junho de 2019

Morreu Agustina Bessa-Luís (1922-2019)



Agustina Bessa-Luís nasceu em Vila Meã, Amarante, a 15 de outubro de 1922. A sua infância e adolescência são passadas nesta região, cuja ambiência marcará fortemente a obra da escritora. Estreou-se como romancista em 1948, com a novela Mundo Fechado, tendo desde então mantido um ritmo de publicação pouco usual nas letras portuguesas, contando com mais de meia centena de obras. Representou as letras portuguesas em numerosos colóquios e encontros internacionais e realizou conferências em universidades um pouco por todo o mundo. 
Foi membro do conselho diretivo da Comunitá Europea degli Scrittori (Roma, 1961-1962). 
Entre 1986 e 1987 foi diretora do diário O Primeiro de Janeiro (Porto). Entre 1990 e 1993 assumiu a direção do Teatro Nacional de D. Maria II (Lisboa) e foi membro da Alta Autoridade para a Comunicação Social. Foi membro da Academie Européenne des Sciences, des Arts et des Lettres (Paris), da Academia Brasileira de Letras e da Academia das Ciências de Lisboa, tendo sido distinguida com a Ordem de Sant'Iago da Espada (1980), a Medalha de Honra da Cidade do Porto (1988) e o grau de "Officier de l'Ordre des Arts et des Lettres", atribuído pelo governo francês (1989). É em 1954, com o romance A Sibila, que Agustina Bessa-Luís se impõe como uma das vozes mais importantes da ficção portuguesa contemporânea. Conjugando influências pós-simbolistas de autores como Raul Brandão na construção de uma linguagem narrativa onde o intuitivo, o simbólico e uma certa sabedoria telúrica e ancestral, transmitida numa escrita de características aforísticas, se conjugam com referências de autores franceses como Proust e Bergson, nomeadamente no que diz respeito à estruturação espácio-temporal da obra, Agustina é senhora de um estilo absolutamente único, paradoxal e enigmático. 
Vários dos seus romances foram já adaptados ao cinema pelo realizador Manoel de Oliveira, de quem foi amiga e com quem trabalhou de perto. Estão neste caso Fanny Owen ("Francisca"), Vale Abraão e As Terras do Risco ("O Convento"), para além de "Party", cujos diálogos foram igualmente escritos pela escritora. É também autora de peças de teatro e guiões para televisão, tendo o seu romance As Fúrias sido adaptado para teatro e encenado por Filipe La Féria (Teatro Nacional D. Maria II, 1995). 
Em Maio de 2002 Agustina Bessa-Luís é pela segunda vez contemplada com o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores (APE), relativo a 2001, com a obra "O Princípio da Incerteza - Jóia de Família", obra que Manoel de Oliveira adaptou ao cinema com o título "O Princípio da Incerteza", e que foi exibido dias antes da atribuição deste prémio, no Festival de Cannes.
Agustina Bessa-Luís foi distinguida com os prémios Vergílio Ferreira 2004, atribuído pela Universidade de Évora, pela sua carreira como ficcionista, e o Prémio Camões 2004, o mais alto galardão das letras em português. 
Morreu dia 3 de junho de 2019, com 96 anos.

Fonte: https://www.wook.pt/autor/agustina-bessa-luis/10142

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Professora Conceição Braz premiada no concurso contos d' aMAR

 A sessão cultural alargada sobre o tema “Este mar que nos inspira…” ocorreu no sábado, dia 2 de junho, no Largo do Visconde, a partir das 19h00.







 A mesma teve início com uma visita interpretada ao Bairro do Visconde com degustação gastronómica. Seguiu-se a entrega dos certificados de participação e prémios do Concurso Contos d’ aMAR (uma iniciativa da ESTM, da Câmara Municipal de Peniche e dos Serviços de Documentação do Politécnico de Leiria). Neste concurso concorreram 18 candidatos e o júri constituído pela Ângela Malheiros (bibliotecária municipal), Marco Neves (escritor), Fabiana Baumann (professora da ESTM) e Inês Brasão (professora da ESTM) atribuiu o 1.º lugar à professora Conceição Braz que escreveu o conto "Oceano Arco-Íris", onde o mar surge como um espaço encantador, de diversão, mas também de ajuda humanitária que nos remete simultaneamente para o universo infantil e para a atualidade da crise dos refugiados, destacando o valor e importância da esperança na vida humana. O 2.º lugar foi atribuído a André Sucena Afonso, biólogo marinho e autor do conto "O mar debaixo", que apela para a importância da preservação do meio ambiente e o 3.º lugar foi obtido por uma aluna da ESTM, Maria Nunes Monteiro da Silva, autora de "O que o mar leva, o mar devolve". Os nossos parabéns a todos os candidatos, especialmente à nossa colega premiada! Ficamos a aguardar a publicação dos textos para podermos fruir da sua leitura!

Finalmente, teve lugar a projeção do filme “ FishTour – Uma experiência única na rota da sardinha”, da autoria de João Costa, professor da ESTM.
Decorreu ainda uma breve tertúlia com alguns dos intervenientes, partindo do mote “Este mar que nos inspira…”.


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Banco de Imagens da Casa das Ciências


TÍTULO: Alforreca

AUTOR: Francisco Félix

EDITOR: Paulo Emanuel Talhadas Ferreira da Fonseca

DESCRIÇÃO:
O espeleotema fotografado possui dimensão métrica. Fotografia captada nas Grutas de Santo António aquando de visita de estudo, realizada no âmbito da disciplina de Biologia e Geologia, com alunos do 11.º ano da Escola Secundária de Peniche. A visita enquadrou-se no estudo das rochas sedimentares quimiogénicas. As Grutas de Santo António, embora de dimensão relativamente reduzida, exibem uma boa diversidade de formas, suscetíveis de captar a atenção dos discentes, constituindo uma motivação para o estudo dos espeleotemas. Segundo Galopim de Carvalho (2011), espeleotema é o nome genérico dado a todos os tipos de edificações, na grande maioria calcárias, nascidas no interior das grutas. A precipitação dos espeleotemas ocorre quando a água infiltrada na rocha carbonatada, saturada em bicarbonato de cálcio, atinge espaços vazios libertando dióxido de carbono e ocorrendo a evaporação da água. Estalactites, estalagmites, colunas e mantos constituem bons exemplos de espeleotemas. O ambiente pouco artificializado apresenta-se como outra das mais-valias deste ambiente de aprendizagem.



TÍTULO: Modelo tridimensional de cloroplasto

DESCRIÇÃO:
No âmbito da componente de Biologia da disciplina de Biologia e Geologia foi solicitado aos diversos grupos trabalho que construíssem modelos tridimensionais de organitos celulares. A fotografia representa uma das propostas desenvolvidas pelos discentes, neste caso, um cloroplasto, que integrou a exposição “Comunicar em Ciências da Terra e da Vida”, patente na Escola Secundária de Peniche de 1 a 11 de abril de 2019. O modelo foi elaborado com diversos materiais e iluminado com LED, servindo também para se discutir o processo fotossintético na turma.

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Chico Buarque galardoado com o prémio Camões

Chico Buarque, um Prémio Camões com mensagem artística e política.
O prémio literário mais importante do universo da língua portuguesa distinguiu esta terça-feira, na sua 31.ª edição, um ícone da música popular brasileira a que faltava a definitiva consagração como escritor.


Tem 74 anos e é um dos maiores nomes da música popular brasileira.

O artista, que é músico, escritor e compositor, Chico Buarque vence este ano o Prémio Camões, anunciou o júri reunido no Rio de Janeiro, Brasil, no dia 21 de maio.

O Prémio Camões é considerado o maior prémio da Língua Portuguesa e foi instituído por Portugal e pelo Brasil em 1988 com o objetivo de distinguir um autor “cuja obra contribua para a projeção e reconhecimento do património literário e cultural da língua comum“.

O primeiro vencedor deste galardão foi o escritor Miguel Torga, em 1989. No ano passado, o galardoado foi o escritor cabo-verdiano Germano Almeida.

(fonte: Comunidade, cultura e Arte)

A genética portuguesa


A genética do ser humano em todo o mundo varia bastante, de pessoa para pessoa, devido a mutações nos genes e às misturas entre povos diferentes, que ocorreram em todos os países no mundo em algum momento da sua história.

Analisando a história do nosso país, é fácil apercebermo-nos das muitas intervenções que outras populações tiveram nela, moldando a genética portuguesa até à atualmente existente. Aproximadamente 50 mil anos antes de Cristo, ainda no paleolítico, reuniram-se tribos na Península Ibérica que se pensam ter originado os genes a25-BIS-DR2 e a26-B38-DR13, que se encontram na atual constituição genética do povo português, genes que são extremamente raros, praticamente exclusivos de Portugal, o que provoca, desde o princípio da existência do ser humano na Península Ibérica, uma diferenciação dos portugueses para o resto dos povos europeus. Alguns milhares de anos depois, a Península Ibérica volta a receber povos estrangeiros, como os Bérberes que fugiam de uma África que começava já a desertificar. A partir daí, o futuro território português, nos últimos três milénios, continuou a ser muito instável, com as suas relações com cartagineses, celtas, gregos e fenícios; pela sua conquista pelos romanos durante vários séculos, seguidos pelos mouros que ainda mais tempo se mantiveram no país e, finalmente, os escravos negros provenientes de África que tiveram também uma grande influência genética no povo português, entre os séculos XVI e XVII.
Depois de todas estas misturas raciais e influências estrangeiras, é fácil concluir que Portugal se tornou num país extremamente diversificado, muito distinto da maioria dos países no mundo, o que é verificável até nas mais restritas aldeias no interior do país, como pudemos constatar na primeira reportagem observada, onde é relatada uma parte da história de uma pequena aldeia chamada Rio de Moinhos, no Alentejo, onde seria de esperar que encontrássemos uma pequena comunidade nitidamente portuguesa, uniforme e pouco variada e, no entanto, vemos uma grande caldeirada genética, provocada principalmente pela introdução de negros e outros povos portugueses na aldeia, por estes serem mais resistentes à doença da malária que nessa altura assolava aquela terra.

Concluindo, Portugal é agora um país tão variado e com uma população com uma genética tão vasta e diferente, que não podemos ter razões para diferenciar as pessoas pela sua raça ou pelo sítio de onde provêm, algo que é essencial para termos uma sociedade justa e equilibrada, como a nossa.

 (Trabalho elaborado por um aluno do 10.º CT3, na aula de Português)