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terça-feira, 23 de setembro de 2025
terça-feira, 4 de fevereiro de 2025
segunda-feira, 30 de setembro de 2024
OUTONO
SE DESTE OUTONO
"Se deste outono uma folha,
apenas uma, se desprendesse
da sua cabeleira ruiva,
sonolenta,
e sobre ela a mão
com o azul do ar escrevesse
um nome, somente um nome,
seria o mais aéreo
de quantos tem a terra,
a terra quente e tão avara
de alegria."
POESIA
Eugénio de Andrade
segunda-feira, 10 de junho de 2024
sexta-feira, 31 de maio de 2024
Concurso de leitura poética
Muitos parabéns pela iniciativa!
quarta-feira, 29 de maio de 2024
BATALHA DE LEITURA | POESIA 2024
BATALHA DE LEITURA | POESIA 2024
A fase final interconcelhia da 14.ª edição da Batalha de Leitura | Poesia, decorreu no dia 27 de maio, na Casa dos Barcos, Parque D. Carlos I.
Nesta iniciativa participaram os alunos dos Agrupamentos de Escolas das Caldas da Rainha, de Óbidos, da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e da Escola Secundária de Peniche.
Pela manhã, os alunos assistiram a uma performance poética "Stand Up Poetry" com o ator Paulo Condessa, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha e à tarde, pelas 14h00, na Casa dos Barcos, decorrereu a leitura de poemas. A iniciativa contou com dois momentos musicais pela Academia de Música de Óbidos.
Muitos parabéns à aluna LETÍCIA CHITULO do 10.º LH1 pela sua excelente prestação e grande entusiasmo!
Viva a Poesia!
Nesta iniciativa participaram os alunos dos Agrupamentos de Escolas das Caldas da Rainha, de Óbidos, da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste e da Escola Secundária de Peniche.
Pela manhã, os alunos assistiram a uma performance poética "Stand Up Poetry" com o ator Paulo Condessa, na Biblioteca Municipal das Caldas da Rainha e à tarde, pelas 14h00, na Casa dos Barcos, decorrereu a leitura de poemas. A iniciativa contou com dois momentos musicais pela Academia de Música de Óbidos.
Muitos parabéns à aluna LETÍCIA CHITULO do 10.º LH1 pela sua excelente prestação e grande entusiasmo!
Viva a Poesia!
segunda-feira, 20 de maio de 2024
quarta-feira, 15 de maio de 2024
quarta-feira, 8 de maio de 2024
terça-feira, 26 de março de 2024
sexta-feira, 22 de março de 2024
terça-feira, 19 de março de 2024
Morreu o poeta Nuno Júdice
Morreu o poeta Nuno Júdice, um dos nomes mais importantes da poesia contemporânea (1949-2024).
Nuno Júdice foi um dos poetas portugueses mais publicados e traduzidos, tendo a sua obra merecido reconhecimento nacional e internacional com vários prémios, dos quais se destaca o Prémio Ibero-Americano Rainha Sofia, em 2013, o Grande Prémio Poesia da APE, em 2021, e o Prémio Iberoamericano Ramón López Velarde, atribuído pelo Governo Mexicano, em 2023.
Licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e obteve o grau de Doutor pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, com uma dissertação sobre Literatura Medieval.
Publicou o primeiro livro de poesia, “A Noção de Poema” em 1972. Em 2022, a editora D. Quixote publicou “50 anos de Poesia”, uma antologia pessoal dos seus poemas.
Ao longo da vida literária traduziu muitos autores latino-americanos, dos quais se destacam, por exemplo, Pablo Neruda, Ramón López Velarde ou, mais recentemente, Gioconda Belli e Juan Gabriel Vásquez.
Fim de Verão
Nos verões da infância o mar ficava longe,atrás dos muros que davam para as falésias,
e ninguém se metia pelas ondas a não ser
os pescadores, depois de empurrarem os barcos
e puxarem as redes atrás deles. Nas esplanadas,
havia mulheres, com crianças e criadas a tratar
delas, e protegiam-se do sol com as sombrinhas
que serviam para esconder os seus olhares
furtivos, quando não queriam que vissem
para onde estavam a olhar. Nesses verões, o mar
era a única coisa que mexia, sob o céu imóvel
e um mundo que parecia tão imóvel como o céu,
enquanto as mulheres conversavam, longe
dos homens que estavam nos cafés, de fato escuro
e gravata, a discutir negócios e notícias. A burguesia
parecia eterna, nos verões antigos, e os pescadores
eram luzes longínquas, nuns barcos que a noite
escondia, e não se sabia quando voltavam, a não ser
que o farol tocasse, à noite, e já se sabia que a manhã
seguinte era de nevoeiro. Nos cafés, os homens
não se importavam com isso, e pousavam os chapéus
à entrada, passando a manhã a discutir negócios
e notícias, até o nevoeiro se levantar, e as mulheres
encherem a esplanada de criadas e de crianças,
sem se importarem com as ondas onde nenhum
barco entrou, depois da noite de nevoeiro. Mas
as suas conversas eram mais baixas, para que ninguém
as ouvisse, e não se soubesse que o verão chegava
ao fim, como os negócios que faliam, e as notícias
que chegavam do fim do mundo a dizer
que aquele mundo chegava ao fim.
Nuno Júdice
sexta-feira, 3 de novembro de 2023
terça-feira, 24 de outubro de 2023
sexta-feira, 29 de setembro de 2023
domingo, 4 de junho de 2023
Quem tem medo de Al Berto?
| Clique na imagem para visionar o vídeo |
Porquê Al Berto?
Por que não Al Berto, numa época em que as velhas moralidades hipócritas voltam à ribalta e a infantilidade mais abjecta parece espalhar-se como um vírus, mesmo entre gente vetusta?
Esta sessão foi uma homenagem à incrível força poética de uma pessoa com vísceras e lágrimas como todos nós, alguém que escancarou portas e janelas em busca da liberdade. Nestes dias de novas censuras, e algumas provindas de sectores inesperados, devemos ler/reler Al Berto para que as janelas não voltem a fechar, para que a liberdade e a busca da felicidade sejam, no fundo, a suprema razão de viver.
Gostaria de agradecer, publicamente, a todos os poucos professores presentes, sobretudo àqueles que, com agravo da sua vida privada, ficaram para assistir, não à performance de dois professores e uma aluna, mas sim ao que interessa: as palavras do poeta: a única razão para se celebrar a poesia.
terça-feira, 21 de março de 2023
Dar voz às vozes femininas
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A escolha da autora mostra a diversidade de mulheres portuguesas, brasileiras, angolanas e cabo-verdianas que escreveram belos textos em língua portuguesa. Se quase todos conheciam Sophia de Mello Breyner Andresen, poucos tinham ouvido falar em Adília Lopes, Alda Lara, Ana Hatherly, Ana Luísa Amaral, Ana Margarida de Carvalho, Cecília Meireles, Clarice Lispector, Dulce Maria Cardoso, Florbela Espanca, Helena Kolody, Ilse Losa, Isabela Figueiredo, Josefina Álvares de Azevedo, Lúcia Vicente, Luísa Ducla Soares, Luiza Neto Jorge, Margarida Rebelo Pinto, Maria Ondina Braga, Maria Teresa Horta, Maria Velho da Costa, Matilde Campilho, Natália Correia, Paula Tavares, Regina Guimarães ou Yolanda Morazzo.
A seleção do texto (poema ou excerto de uma obra) e da autora foi da exclusiva responsabilidade dos alunos e ficou registada no ficheiro áudio que se partilha com a comunidade escolar. PARABÉNS a todos os alunos!
Muitas mais autoras podiam ter sido escolhidas, tanta é a riqueza e a variedade nesta área, e certamente serão lembradas noutras atividades!
sábado, 11 de março de 2023
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